Leitura bíblica: Mateus 4:18-22 “Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.Indo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando as suas redes. Jesus os chamou, e eles, deixando imediatamente seu pai e o barco, o seguiram.”
Nos últimos anos, tem havido mais e mais metodologia e pouca prática. Não digo que estabelecer claramente o propósito de uma igreja seja inútil, mas é preciso ir além de métodos e obter resultados efetivos, no padrão bíblico; está na hora de falarmos sobre igrejas com resultados integrais. Jesus teve um ministério frutífero, muitos milhões foram libertos do pecado nestes quase dois mil anos, e tudo começou com uma frase apenas: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. Esta frase revela um propósito prático, um plano simples, funcional e poderoso, totalmente voltado para produzir resultados. Convido você a analisar comigo esta frase e descobrir três elementos que podemos aplicar ao nosso ministério para obter resultados como Jesus obteve:
1. Chame as pessoas – “Sigam-me…”Jesus olhou ao seu redor, viu as pessoas, escolheu algumas delas e as chamou: Sigam-me. Jesus não ficou esperando as pessoas se sentirem chamadas, não aguardou que elas vissem uma luz, um anjo, ou qualquer coisa semelhante: ele as chamou. Quantas vezes as igrejas deixam de fazer missões por falta de obreiros, mas estarão os pastores, os líderes chamando as pessoas? Eu tenho experimentado isso no ministério. Há algum tempo senti que faltavam obreiros para nosso próximo passo em missões, conversei com os outros pastores sobre quem deveríamos chamar e chamamos. Se não tivéssemos chamado aquela irmã, estaríamos todos esperando até agora, não poderíamos avançar em busca de mais frutos. No início, foi uma surpresa para ela, mas a convicção da liderança lhe deu a segurança necessária. Hoje, ela está na fase final da preparação e logo teremos mais uma missionária para enviar ao campo. Para cumprir um ministério com resultados, faça como Jesus: olhe à volta e chame pessoas. Deixe que elas escutem o chamado de Deus através da sua boca.
2. Torne-as competentes – “…e eu os farei…”Jesus não chamou pessoas prontas. O mestre também não decidiu dar a elas um curso completo sobre a lei, como fariam os fariseus. Quando o Senhor disse “eu os farei”, percebemos que ele havia decidido trabalhar no ser, agir no caráter daqueles homens, moldando-os, transformando-os no que deviam ser para fornecer os resultados que Jesus queria obter. Sempre me intriga que brasileiros decididos a ganhar a vida no exterior vão para outros países, aprendem a língua, a cultura, se integram e não raramente alcançam seus objetivos, mas, quando se trata de enviar missionários, faz-se de forma tão complicada que o missionário e a igreja se cansam antes mesmo de ele chegar ao campo. Qual a diferença? A diferença é que o “preparo” do emigrante reside em seu caráter: ousadia, determinação, objetividade, flexibilidade, auto-motivação, são algumas de suas competências, mas faltam a muitos missionários. Para obter um resultado como o de Jesus, você precisa “fazer” missionários, moldá-los na forma necessária.
3. Focalize-as em resultados – “…pescadores de homens.”Jesus não deu aos seus discípulos um título, um cargo, uma posição no reino; Jesus lhes deu uma função. A diferença é que desde o chamado e durante todo o treinamento aqueles homens tinham uma função e, como em qualquer outra função, seu preparo e desempenho seriam medidos pelos resultados. Um dos problemas que enfrentamos na Igreja hoje é uma obra missionária feita de instalações, organogramas, metodologias, propostas admiráveis de ação social, intermediação política e muito marketing. Muita sofisticação em nossa missiologia nos fez perder a simplicidade de uma função medida pelos resultados. Uma lâmpada tem que acender, uma vassoura tem que varrer, uma caneta tem que escrever, um missionário tem que pescar pessoas. Tenho dito que a solução fácil para o “incômodo” da consciência missionária é chamar tudo o que fazemos de missões: pizza missionária, futebol missionário, safári missionário, passeio missionário à Disneylândia e assim por diante. Mas se queremos uma igreja com resultados, devemos entender que missões são identificadas assim: não basta ir por todo mundo e pregar, é preciso fazer discípulos e eles precisam aprender a obedecer.
Eu me lembro que Jesus disse que nós poderíamos fazer obras ainda maiores do que as que Ele fez. Ele foi para o Pai depois de apenas três anos de trabalho, e agora coopera com a obra que fazemos. Você tem mais tempo e a cooperação do Senhor para fazer uma obra maior do que a que Ele fez, por isso, não limite seus horizontes, não se deixe envolver em metodologias: Chame alguém agora, faça dessa pessoa alguém competente para o trabalho e envie essa pessoa para produzir resultados.
Ao fazer isso, conte com o apoio da nossa missão.
Ministério Novas Alturas / Amme Evangelizar
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